A viajar no tempo

12… o número de “Aldeias Históricas” em Portugal.

Cada aldeia conta uma história diferente… então fique por aqui e pode ficar curioso o suficiente para ir lá antes de terminar este post.

Visito este circuito desde 2013. O que vos vou deixar são apenas alguns contextos históricos, experiências e uma galeria de fotos: a maioria das fotos foram tiradas durante o verão, mas estive lá novamente recentemente durante o inverno e a magia e a paz ainda permanecem…

Desafio-o a sair do caminho batido e a explorar – vou manter algumas coisas de fora, pois quero guardar alguns segredos; eu gostaria era que fosse lá e criasse os seus próprios, afinal viajar é tudo sobre surpreender-se a si mesmo e ter experiências para depois contar! (ou não! Eheh)

Almeida: ocupado em 61 a.c. pelos romanos, e mais tarde pelos bárbaros. Os árabes chamaram-lhe Al-Mêda (a Mesa) e construíram um pequeno Castelo (século VIII-IX); parte do castelo ainda permanece, embora mais interessante seja a aldeia real construída dentro das muralhas do castelo e os laços comunitários que você sente e vê; senti-me como se lá pertencesse…foi estranho. Os alojamentos e restaurantes locais são bastante razoáveis (mas não há grande oferta), com proprietários com uma estranha forma de receber: podem não se estar sempre a rir ou de grandes conversas, mas de certeza que não sai da lá com fome!

Belmonte: A tradição diz que o nome Belmonte vem do lugar onde se situa a bela colina. No entanto, há quem atribua à origem do “belli monte” – monte de guerra. Aldeia ensolarada, boas gentes, paisagens intermináveis e uma história de séculos – a história dos Cabrais e dos judeus. Foi o berço de Pedro Álvares Cabral, o navegador que em 1500 comandou a segunda armada à Índia. Vale a pena visitar todos osmuseu (Azeite, Judaico, Descobrimentos), caminhar pela calçada, experimentar uma cerveja artesanal no Cabralina e visitar o castelo. Tenho a confessar que não tenho nenhuma foto de Belmonte, nem sei como!! Presumo que estava muito ocupada a visitar museus…

Castelo Novo: ADOREI esta aldeia. Definitivamente por causa das pessoas do alojamento e dos negócios locais; desde a cama, pequeno-almoço, passeio campestre, ao artesanato que enchi os olhos…os tons de verde e cinzento, os cheiros da terra e água fresca, os caminhos desconhecidos que levam à descoberta de ruínas antigas e lagos de água doce… algo muito misterioso, mas ao mesmo tempo confortável. Recomendo dar uma olhada ao trabalho dos artesãos na Casa da Lagariça.

Castelo Mendo: Esta aldeia predominantemente medieval está dividida em duas secções muradas: a cidadela (oval) que corresponde à cidade velha, e a parte nova ou Arrabalde que está protegida por uma muralha dionisiana que outrora ostentava oito torres (destruídas por um terramoto). Fora das muralhas de Castelo Mendo ainda permanecem vastos campos agrícolas e regularmente decorria uma feira (desde séc. XIII, realizando-se três vezes por ano e com a duração de oito dias por cada evento; talvez seja por isso que me senti tão só lá dentro, possivelmente porque a cidade perdeu aquela mobilização vibrante trazida por comerciantes perdendo a sua identidade; no entanto ainda vale a pena visitar.

Castelo Rodrigo: Tire um dia para passear por esta aldeia de tons dourados. É uma localização genuína que preserva importantes referências medievais. As características mais valiosas do seu património histórico são as antigas muralhas, as ruínas do Palácio de Cristóvão de Moura, o pelourinho do século XVI, a igreja medieval, a igreja paroquial, a cisterna medieval e as inscrições atestando a existência de uma substancial comunidade cristã nova. Um lugar incrível se gosta de fotografia (e história, claro…). De lá lembro-me bem do Portão do Sol, das formas gravadas em pedra, dos idosos a espreitarem pelas janelas ou sentados no exterior em bancos esculpidos em pedra e da soneca que tirei debaixo de uma figueira! eheh

Idanha-a-Velha: tem alguns dos sítios arqueológicos mais importantes do país. Fica num lugar onde uma cidade romana outrora estava: foi ocupada por muçulmanos no século VIII e retomada pelos cristãos no século XII. Foi doado aos Cavaleiros Templários no século XIII e ainda tem vestígios de idades diferentes que atestam a ocupação permanente por várias civilizações. Pode ver um forno antigo (esculpido em pedra) que é usado pela comunidade local para fazer pão! Dentro do Posto de Turismo há uma panóplia de instrumentos ou materiais únicos usados pelos locais para os mais curiosos.

Linhares da Beira: Linhares da Beira é uma vila medieval do século XII. Ao vaguear pelas ruas desta vila museológica está a viajar no tempo. Aproveite para relaxar e comer bem num dos restaurantes dentro da aldeia depois de um percorrer um trilho ao redor da própria; suba ao castelo e sinta a brisa do Vale do Mondego. É local para se ficar um noite (não o fiz quando lá estive mas ficou registado para lá voltar).

Marialva: fica a poucos minutos da cidade de Mêda. As ruas estão repletas de edifícios que têm resistido ao teste do tempo. Fora das ruínas muradas há um nicho interessante para o turismo, uma vez que novas habitações e negócios estão a emergir em todos os cantos, quase como cúpulas hobbit de luxo. Se ficaste curioso(a), faz uma pesquisa no google “Casas do Côro”, Ecoturismo em Marialva.

Monsanto: uma das “aldeias” mais interessantes ao longo deste percurso. Empoleirada no topo de uma colina que supervisiona todos os horizontes circundantes, a aldeia tem um charme único. A parte mais antiga é também o ponto mais alto, onde os Cavaleiros Templários construíram uma torre de menagem. Casas construídas dentro e debaixo de pedras? O que? Sim, aqui você vê aquela arquitetura mágica acontecendo. É também um ótimo lugar para degustar as iguarias locais.

Piodão: a Aldeia de Natal. O número de turistas que visita esta pequena aldeia de contos de fadas cresce todos os anos. O contraste da igreja branca à medida que entra na cidadela oval, o rio e as piscinas naturais à medida que desce em direção ao rio e os trilhos pedestres que conduzem a outra aldeia mágica – Foz d’égua, reerguida por moradores e repleta de histórias, mas vazias de habitantes. Cada estação tem algo diferente para oferecer nesta aldeia (principalmente para os entusiastas de fotografia); não se esqueça de fazer caminhadas até à Cascata da Serra da Pena (esperemos que os incêndios façam uma pausa nos anos que vêm, uma vez que esta área foi devastada no ano anterior…).

Sortelha: Sortelha é uma das cidades mais antigas e bonitas de Portugal. Manteve a suas características principais todo este tempo – considerada uma das aldeias mais bem preservadas. Um must-go, para as vistas panorâmicas, trilhos e COMIDA!! Dois restaurantes (os únicos na verdade) onde se come comida local verdadeira, com um gosto que só quem lá vive consegue transmitir aos pratos; contem com uma apresentação um pouco mais gourmet, mas não tenha medo porque a conta final não é nada assustadora!

Trancoso: A paz e o sossego neste castelo centenário contrastam com os alarmes e medos vividos por pessoas em outras épocas. Era uma cidade fronteiriça, palco de lutas e batalhas que foram decisivas para a formação e independência do reino. Esta encantadora aldeia fechada dentro das muralhas é uma mini metrópole muito bem estruturada. Lá fora você vai encontrar trilhos pedrestes, parques e muitas pessoas locais agradáveis com quem travar conversa e conhecer mais da aldeia e sua história.

Notícias recentes: este circuito procura obter um Certificado de Destino Turístico Sustentável (certificação biosfera). Do meu ponto de vista, bem merecido! Veja mais no site oficial 

Comentário

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