O Daniel antes e depois do desafio

A ideia de elaborar o Desafio KIFF nasceu quando eu ainda estava a viver e a trabalhar na Irlanda; desenvolvi numa primeira fase o que esperava ser um plano flexível, que integrasse jejuns intermitentes e mais auto-conhecimento sem sofrimento ;). Testei em primeira mão inicialmente os vários jejuns, ao mesmo tempo que continuava com a minha alimentação flexitariana, iniciava com diferentes tipos de exercício para reforçar partes do meu corpo que tinha como mais fracas (o HIIT entrou na minha vida), reforçava a rotina de mindfulness e promovia ainda mais o contacto com a minha essência – a experiência foi transformadora, e assim decidi reunir os meus resultados com os de estudos científicos e outros relatos que fui encontrando neste registo.

Entretanto, testei o plano com outros clientes em 21 dias e verifiquei algo muito semelhante à minha experiência: grande parte dos benefícios foram imediatos, outros vieram com o culminar das 3 semanas e com a auto-reflexão – tanto a nível de concentração, como de energia, agilidade, digestão mais fácil, confiança em decisões que moldam os nosso hábitos para serem mais saudáveis, sentimento de orgulho e maior motivação para levar adiante um estilo de vida saudável mesmo depois de terminar o desafio!

Um desses clientes – o Daniel – aceitou o duplo desafio dos 21 dias e de falar um pouco sobre a sua experiência; lê de seguida a reflexão do Daniel depois de ter completado 3 semanas de ajustes alimentares e de rotinas, mesmo com todas as potenciais circunstâncias inesperadas que podem surgir no nosso dia-a-dia:

Começou de forma quase impercetível. Um copo de vinho a mais. Mais duas ou três colheradas daquele Haggen-Dazs delicioso. Mais um prato de bolonhesa para animar a noite. Havia algo mais animador para fazer em noites de confinamento?

Ao fim de um ano, o copo a mais era meia garrafa. As colheradas evoluíram para uma caixa a cada visita ao supermercado. E, grama após grama, o resultado revelou-se com um estrondo numa curiosa (e nada precavida) passagem pela balança. Dois confinamentos e um ano de pandemia apresentaram a fatura: mais seis teimosos e bem aninhados quilos.

Sabia que não era caso único, mas como quilos na balança dos outros para mim eram e continuam a ser o mais doce refresco, decidi que estava na altura de fazer alguma coisa para quebrar a espiral descendente. O impulso é de raiva e o plano traçado em momentos de pouca lucidez é inevitavelmente caótico.

Decidi que a estratégia teria que ser radical: tolerância zero aos hidratos, álcool nem vê-lo, vegetais abundantes e noites solitárias à frente de um pratinho de sopa. A exceção seria um par de refeições ao fim de semana.

Devo dizer que as semanas que se seguiram fizeram-me recordar com carinho até as mais violentas passagens pela cadeira do dentista. Os resultados surgiram, mas a fatura era cara. A fome era terrível e desperta os nossos piores instintos.

A verdade é que os resultados surgiam na balança, mas a que preço? O corpo habituou-se, o estômago também, a fome atenuou. Mas era uma vida que merecia ser vivida? Talvez sim, talvez não.

Foi durante os queixumes de um homem à procura de exorcizar os demónios da pandemia que surgiu a Ana e o seu KIFF. Não prometia ser uma solução milagrosa — e esse é meio caminho andado para não assustar um homem desesperado por se livrar de um par de quilos, mas que ainda tem o bom-senso de não embarcar em aventuras.

A convicção tremeu quando se falou em jejuns de dias inteiros. “Calma, é só uma sugestão. Cada um pode experimentar e ver com o que se sente melhor”, assegurou-me a Ana. Era um bom primeiro passo.

Seriam 21 dias, mesmo que fosse um pesadelo terrível, já tinha passado por pior. A promessa era a de que todos os desafios eram isso mesmo, propostas. E ao fim de tantas semanas duras, o que precisava era o que o KIFF prometia: sobretudo a parte da kindness e da flexibility.

Confesso que verti uma pequena lágrima ao deparar-me com o regresso dos hidratos de carbono que, no programa de alimentação, não desaparecem por completo — procura-se, ao invés do que a minha raiva aconselhou, fazer uma transição suave para uma dieta com menos hidratos. Por outro lado, os dias de jejum intermitente são perfeitos para quem não gosta de se acomodar e usa a dieta como forma de sentir que está no controlo.

A verdade é que somos todos um pouco masoquistas e acreditamos que é impossível perder peso sem um bocadinho de dor. É como ir treinar sem ter algumas dores musculares no dia seguinte: pode ser desconfortável, mas assegura-nos que a coisa está no rumo certo.

A minha resistência quebrou à tentativa do jejum de 20 horas. Não resisti. “Não há problema, são poucas as pessoas que conseguem fazer as 20 horas”, assegurou a Ana.

Entre novas receitas saudáveis, sugestões de atividades e uma linha bem planeada com um rumo a seguir, não foi preciso esperar pelo 21.º dia para que se chegasse a uma conclusão. Não era necessário passar por toda a dor inicial, do corte radical nos hidratos e dos treinos excessivos. Não faz sentido viver a vida em dois modos diferentes: de glutão despreocupado a dietista obsessivo.

O que o KIFF veio ajudar-me a perceber é que o ponto de equilíbrio é a medida certa entre o ocasional excesso, a refeição saudável quanto baste e a criação de rotinas menos nocivas. Deveria ter sido o plano a executar a partir do primeiro dia.

Não é um plano ou uma dieta milagrosa. É, diria, uma boa introdução, um ideal primeiro passo para, claro, produzir resultados. Mas esses resultados não se traduzem necessariamente em quilos perdidos: esses lá irão desaparecer naturalmente, à medida que nos tornamos mais equilibrados.

No meu caso, esses quilos foram-se mesmo, pouco mais de metade do excesso já tinha sido perdido antes do KIFF e o plano veio matar de vez o monstro glutão da pandemia. Nem um terceiro confinamento vai estragar esta silhueta. Mas, pelo sim pelo não, deixemos lá de lado essa coisa dos confinamentos, ok? 

E tu, aceitas este desafio?

O Desafio KIFF foi desenhado para ser uma experiência transformadora. As propostas sobre o que comer, quando fazer jejum intermitente, que exercícios físicos e de auto-cuidado fazer e quando, são isso mesmo – propostas! (assim como disse o Daniel). A intenção é que durante os 21 dias de desafio aprendas como te aventurar na preparação das tuas refeições, sem complicações e com ingredientes que enfatizam alternativas mais nutritivas, afastando gradualmente da “dependência” de ingredientes menos interessantes – a nível de benefícios para a saúde – quando consumidos repetidamente; que experimentes novas vertentes de exercício físico e decidas o que faz sentido para ti, e que tentes novas formas de cuidado pessoal que ao mesmo tempo te potenciam e trazem mais harmonia nas relações inter e intra-pessoais, convidando subtilmente à auto-reflexão.

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