Medicina Holística: o paradigma certo

Continuo a achar que esta é uma área delicada para se discutir, principalmente porque existe ainda a crença de que medicina convencional e medicina complementar não se deveriam misturar (erradamente!). Aqui, como paciente, o mais importante é saber “quem é quem” e tomar decisões informadas quando se trata de gerir a nossa saúde e cuidados de saúde.

Modelo 1 – A Medicina Convencional, também conhecida como medicina alopática, não necessita de grandes apresentações ou explicações: sistema em que médicos e outros profissionais de saúde (como enfermeiros, farmacêuticos e terapeutas) tratam sintomas e doenças com recurso a medicamentos, radiação, cirurgia, etc. Historicamente muito interessante e indiscutivelmente um gerador de progressão e oportunidades na área da Saúde Humana.

Modelo 2 – Por outro lado, temos as chamadas Medicinas e Terapias Complementares (CAM) que incluem uma grande variedade de abordagens: como Acupunctura, Massagem Terapêutica, Ayurveda, Quiroprática, Naturopatia, Fitoterapia, Homeopatia, Reiki, Aromaterapia, entre outras. “A medicina tradicional, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) tem uma longa história; é a soma total dos conhecimentos, competências e práticas baseadas nas teorias, crenças e experiências indígenas de diferentes culturas, sejam explicáveis ou não, utilizadas na manutenção da saúde, bem como na prevenção, diagnóstico, melhoria ou tratamento de doenças físicas e mentais”.

Modelo 3 – Medicina Funcional, Integrativa ou Holística, com cada vez mais legado de seguidores informados e satisfeitos. Engloba ferramentas essenciais para uma análise mais completa e profunda do organismo e das necessidades do mesmo para a homeostase. Baseia-se na premissa que não tem de haver uma cisão estanque entre diferentes modalidades convencional e complementar (pelo contrário) e que o objectivo é oferecer acções benéficas, fundamentadas no conhecimento científico e experimental clínico, para resolução de problemas que são muito mais complexos do que a perspetiva física.

Veja esta Grande Reportagem SIC – Medicinas Complementares:

Agora, qual é o melhor?!

Sei que a Medicina Convencional alcançou realizações indiscutíveis no que diz respeito aos diagnósticos e ao tratamento de problemas médicos complexos, mas as Medicinas Complementares observam de perto as “lacunas” que o convencional não consegue descobrir. Então porque não podemos usar os dois em simbiose? Pacientes e até mesmo os profissionais iriam ganhar de uma aliança cooperativa entre ambos as medicinas. E nesta visão posso até dizer que os sistemas de saúde deviam apostar num modelo de Medicina Integrativa (funcional ou holística).

Vou dar-lhe um exemplo que encontrei: O Hospital Uthong, na Tailândia, prestou cuidados de saúde convencionais às pessoas durante anos; no entanto, percebendo que a medicina tradicional tailandesa, quando devidamente utilizada, poderia ser um tratamento de saúde rentável e satisfatório para os pacientes e profissionais, adoptou este tipo de medicina em 1985. Medicamentos à base de plantas foram produzidos e dispensados aos pacientes juntamente com a medicina convencional; o hospital estendeu o seu apoio aos centros de saúde, bem como a outros hospitais para prestar serviços alternativos aos doentes. Este é um bom exemplo para mostrar como a profissão de saúde e os praticantes tradicionais tailandeses trabalham em conjunto com base na escolha dos pacientes, concorrendo para a melhoria da saúde da população e compromisso dos pacientes em seguir recomendações e tratamentos. E como este muitos outros casos existem em todo o mundo: veja aqui o que já está a acontecer nos EUA por exemplo.

Acho que isto reponde à pergunta; falta agora mudança de cultura (estereótipos) e menor cartelização nesta área para que todos possamos pensar em prol dos pacientes e da saúde pública.

Comentário

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