O 1º Trimestre: tanto a acontecer, e barriga nem se ver!

Como é que eu soube/desconfiei que estava grávida? Cansaço, enjoos e “nevoeiro mental”; nada destes sintomas são-me familiares de forma regular, então sabia que algo tinha mudado. Como eu e o meu namorado estávamos a tentar ser pais lembrei-me logo disso – apesar de não estarmos a ser rigorosos com timings para a concepção e estarmos com uma atitude bastante tranquila quanto a isso: nem estava a tomar suplementação imaginem! Decidi apenas fazer uma alimentação intuitiva, abrandar um pouco o ritmo (nada de corridas em montanha de horas ou exercícios de hiit de 1hr, de trabalhar até as 23h e outras situações mais desgastantes) e vigiar se as menstruações estavam regulares – como usual – nos últimos 6 meses para ter uma ideia do período fértil.

O momento lá chegou e passadas umas 2 ou 3 semanas comecei a sentir-me diferente; não me apeteciam determinadas comidas que comia usualmente, não me apetecia fazer exercícios de resistência – só caminhadas – fazer algumas atividades que considerava normais era fastidiosos e ficava super cansada…os seios aumentavam de tamanho e estavam mais sensíveis, salivava mais que o usual e parecia que tinha uma sabor metálico às vezes, acordava uma ou 2 vezes à noite  para urinar (!)…bom, escusado será dizer, por volta da 5ª ou 6ª semana comprei um teste de gravidez e voilá! Gravidez confirmada aos 35 anos de idade.

Photo by eatitcru

Alegria, muita claro, mas também algumas reservas que surgem como é de esperar numa primeira gravidez: será que estes sintomas vão ficar? Preciso de lucidez e de controlar estes enjoos para poder continuar a trabalhar!  Será que a minha alimentação foi e estará a ser suficiente? Serão estas alterações que sinto normais? (às vezes senti umas “picadas no fundo da barriga” que estão associadas ao desenvolvimento do útero e dos músculos de suporte para a implantação do embrião) Que chás/infusões posso tomar? Poderei continuar os meus óleos essenciais, como parte da minha rotina de bem-estar? Que segue em relação a vigilância médica? Bom, um turbilhão de perguntas e alguma ansiedade que tive de aprender a controlar logo de imediato.

Mas, por incrível que pareça, apesar de estarmos em sob aviso por causa do COVID-19 que, entretanto, começava a querer dar tréguas, não foi fator de preocupação; apenas segui com os cuidados que já tinha para evitar a transmissão. Vacina, presumi que só para depois da gravidez já que não havia consenso se as grávidas deveriam ou não tomar a vacina…

 

Vigilância & Saúde

Bom, chegou o momento de marcar a primeira consulta com o médico de família – foi custoso, pois esta história do Covid-19 deixou o nosso sistema de saúde caótica! Mas lá consegui com muita persistência. Seguiu prescrição de suplementação (por causa do ácido fólico e outras vitaminas importantes esta fase – deixo de seguida a descrição de cada), P1 para o hospital para rastreio e uma conversa rápida sobre cuidados na gravidez. Aqui, cara leitora, sugiro que levem as perguntas todas escritas se não forem da área da saúde e tiverem perguntas por responder e medos por abalar – os profissionais de saúde têm o dever de nos informar, mas também temos de expor as nossas preocupações!

Da minha investigação e experiência ao longo desta gravidez, consegui apurar algumas informações úteis e desmistificar alguns receios; as dicas que vos posso oferecer, mediante a minha experiência e conhecimentos como Coach de Saúde e Nutrição, seguem de seguida (são dicas gerais, mas para melhor acompanhar as tuas necessidades será necessário acompanhamento – vê aqui como trabalho).

 Aumento de aporte de calorias diário: talvez não seja necessário nesta fase.
 Pequeno-almoço SIM, sempre. 4 refeições ao dia. Evitar gorduras trans, adoçantes artificiais, produtos açucarados. Evitar bebidas alcoólicas (o ideal é mesmo eliminar assim que confirmares gravidez). Reduzir cafeína: 1 café/dia. Apostar no sal marinho iodado ou flor de sal. Lavar bem alimentos crus. Evitar peixes com potencial contaminação de mercúrio (como atum e peixe-espada). Evitar queijos não pasteurizados, ovos crus, carne e peixe mal cozinhados.
 Multivitamínico: o que o teu médico prescrever; pessoalmente gosto das sinergias da TerraNova e Viridian, mas porque estudei os constituintes com cuidado; se não conheceres, pergunta a um especialista ou ao teu médico de família. uma alimentação variada e equilibrada deveria suportar as necessidades, mas o nosso estilo de vida e qualidade de alguns alimentos disponíveis faz com que a suplementação seja um meio seguro de obter estes elementos necessários:

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 Probióticos: iogurtes vivos, sauerkraut, kimchi, kefir de leite ou água, tempeh, miso, etc. sugiro especial atenção aos probióticos em suplemento, especialmente se tiveres historial de inflamação intestinal, alergias, obstipação ou infeções recorrentes. Poderás necessitar suplementação.
 Herbalismo seguro: Gengibre para náuseas e vómitos. em cápsulas, tintura ou extracto. Erva de São João como antidepressivo ou para controlar outras flutuações de humor. Ginseng Siberiano: adaptogénico para pessoas ansiosas/stressadas; suporte do sistema imunitário. Em saquetas, tinturas, cápsulas. Arando americano: prevenção de infeções do trato urinário; forma de chá (folhas), em pó, cápsulas, etc. SEMPRE sob orientação e supervisão de um especialista. Apesar destas plantas serem já estudadas na gravidez é necessária cautela no seu uso para se evitar intoxicações.
 Para potenciais sintomas que se seguem ao aumento da HCG (gonadotrofina coriónica humana) após a 4ª semana de gestação (desde a implantação óvulo) e para tua segurança, seguem as seguintes dicas:

 Aqui não incluí vómitos ou alterações intestinais (como cólicas ou prisão de ventre) pois nem toda a grávida os experimenta; no entanto são passíveis de ocorrer e, no caso dos vómitos, requerem atenção dobrada por causa do risco de perda e eletrólitos e nutrientes importantes (necessitando porventura de medicação para cessar os vómitos); no caso de alterações intestinais, lembra-te que serão passageiros: para prisão de ventre basta aumentar ingestão de líquidos e de fibra e no caso das cólicas fazer uns ajustes na alimentação para evitar estimulantes e outros alimentos com potencial inflamatório, aplicação de calor local, atividade física, etc. Claro está que em casos extremos de cólicas ou prisão de ventre um especialista deverá ser consultado de imediato.

 Os cabelos, pele e unhas podem até ficar mais enfraquecidos durante este trimestre, ao invés da imagem que nos “vendem” da grávida que brilha! Falo por mim: o cabelo ficou mais seco, apareceram mais pontos negros não só no rosto e as unhas mais quebradiças; mas também já li que acontece o mesmo a muitas grávidas nesta fase e que não há que preocupar a não ser que exista uma queda de cabelo intensa ou alterações na pele muito significativas.

 

Felizmente, no meu caso, os sintomas começaram a desaparecer por volta da 9º a 10ª semana; já conseguia pensar e cheirar comida! Ahhh 😊

Tudo se preparava para os próximos passos de vigilância: rastreio de trissomias e ecografia feita às 12 semanas; existe sempre uma ansiedade boa ao fazer esta ecografia – ver pela primeira vez o ser que gera dentro de ti, perceber se está tudo bem…é que por esta altura já vê bem os contornos, mãos, pernas, pés, cabeça (etc) e se identifica alguma anomalia se tiver de existir; é sem dúvida um momento emocional, mas que enche o coração quando percebes que tudo vai ficar bem! (nem sei como consegui controlar a lagrimazita…)

Para saberes mais, semana a semana, sobre o que poderá estar a ocorrer com o teu corpo durante a gravidez neste trimestre sugiro ler esta peça de informação.

Se ainda estiveres a planear engravidar e quiseres saber mais sobre fertilidade e como otimizá-la de forma natural, lê este post.

Comentário

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